Adote um Amigo


Quando aquela paciente de apenas 12 anos de idade entrou no consultório odontológico e começou a falar sobre o amor que ela sente por todos os cães e gatos que ,por iniciativa dela,seus pais adotaram, então passei a me identificar com a sequência de relatos dela. Dos três cães e quatro gatos da casa, todos foram trazidos das ruas e receberam carinho,cuidados e muito amor daquela família. A mãe, toda orgulhosa, falava: " Ela vai ser veterinária doutor, ela cuida de todos com muito amor,e se qualquer animal aparece na nossa porta com fome,doente,lá está ela cuidando deles...". Incentivei aquele ato louvável, e lembrei dos meus cachorros,em especial de um que também levei das ruas a cerca de dois anos. Skiter,como passei a chamá-lo, tinha alguns meses de vida e estava vagando pelas ruas próximas ao consultório que trabalho. Com fome,frio e doente,ele foi levado para casa e recebeu cuidados de um veterinário. Assustado, qualquer intenção de carinho era repudiada,ele encolhia-se todo,com medo,já instintivamente defendendo-se como devia fazer nas ruas. Foi demorado o processo de adaptação do Skiter,e hoje,dois anos depois,ele não lembra em nada aquele viralata puguento,magro e doente. Lembrei também do Leão,um viralata que foi adotado pelos alunos de uma escola carente. Se eu pudesse, como mesmo disse a pequena paciente, "levaria todos os cachorros e gatos que sofrem nas ruas para minha casa". Existem instituições que recolhem esses animais das ruas e colocam para adoção, como a UPAC( União Protetora dos Animais Carentes). Um exemplo de amor e de respeito pela vida repassado por uma criança de 12 anos...

amilton



ADOTE UM AMIGO ( Para Refletir):


Só adote um animal depois de refletir sobre isso e em todas as consequências que a posse responsável de um bicho pode trazer para a sua vida e para a vida das pessoas que moram com você;

Pergunte tudo sobre o estado de saúde e as condições do animal. Verifique também se o animal foi devidamente vermifugado e vacinado;

Após a adoção, é necessário levar seu bicho de estimação ao veterinário para saber quais os cuidados a tomar,como o tipo de ração e vacinas.

"Tenho Câncer na Boca"


Quando aquela senhora de 56 anos chegou ao consultório odontológico procurando, assustada, mostrar,segundo ela,"aquele caroço" na boca, eu não imaginava ouvir uma sequência de relatos de uma vida aparentemente normal.
Ela começou falando que não gostaria de morrer, que estava com muito medo,que a vida dela tinha sido sempre marcada por tragédias pessoais. Não queria partir e deixar sua família,sua casa,enfim,mostrou-se muito apegada à vida material que ela vive. E pior, estava sofrendo por antecipação. Acreditava,segundo ela, que estava com câncer de boca."Tenho câncer na boca,tenho certeza disso doutor",afirmou ela.
Aquela senhora estava a dias vivendo em torno de algo que ainda nem se quer existe concretamente. E tudo na vida dela mudou por causa disso,e mal sabe ela que a força do nosso pensamento é tão grande que podemos tornar realidade tudo aquilo que traçamos dentro de nossas mentes. São sintonias de energias que serão trocadas,tudo guiado por nossa mente que trabalha a cada segundo,sem parar.
Depois de feita a anamnese e passado ao exame clínico da cavidade bucal daquela senhora, foi constatao realmente uma pequena lesão com características hiperplásicas,possivelmente ocasionada por trauma físico devido à uma prótese total mal adaptada usada a mais de 10 anos pela paciente, que foi orientada a não usá-la por uma semana e retornar ao consultório para remoção da lesão.
Aconselhada a mudar seus pensamentos, e esclarecida sobre tudo, a senhora pareceu mais tranquila, acho até que já não se via mais morrendo por causa de tudo aquilo que ela relatou.; E saiu para retornar uma semana depois...
Quantos problemas criamos em nossas mentes e que nunca existirão realmente?
Quantos sofrimentos antecipamos?
E nossa mente trabalha sem parar...

amilton


A História de Ricardo


Quando encontrei Ricardo pela primeira vez ele parecia um garoto de cinco anos muito tímido,mas bastaram algumas palavras para a timidez dar lugar a largos sorrisos no rosto e muitas,muitas histórias contadas por Ricardo...
Cursando a pré-escola, mas com oito e não com cinco anos como aparenta, Ricardo é o centro das atenções aonde passa. A timidez logo dá lugar a uma metralhadora ambulante que fala,fala e fala. E as palavras saem,muitas vezes,sem nexo, mas vão ganhando sentido à medida que entramos no mundo particular dele,e damos vazão às suas histórias que correm soltas,livres.
A sua experiência com dentista era zero,ele nunca teve acesso ao consultório odontológico,e descobrimos ao lhe dar uma escova de dente que aquele não era um hábito na sua vida. Não tinha noção de como segurar a escova, de como usá-la. Fomos perseverantes com Ricardo, seguramnos diversas vezes suas mãos e repetimos incontáveis vezes a técnica de escovação. No final, ele já estava fazendo tudo sozinho. E sentiu-se orgulhosos por ter aprendido tudo. Era só olhar o sorriso que estampava seu rosto.
Ricardo não nos deixou um só minuto durante os dias que estivemos na escola que ele estuda. Alguns coleguinhas que se recusavam a realizar as atividades educativas em Saúde Bucal eram encorajados por Ricardo a perderem seus medos e seguí-lo,e ele preocupava-se com seus amiguinhos. Exemplo de amizade e carinho por quem não recebe tanto diariamente. Ricardo é filho de pais separados,mora com a mãe eo padrasto numa casa simples,e frequenta a escola a alguns quilômetros de casa.
Vimos ele repetir por duas,até três vezes a merenda que era servida,talvez a única refeição do dia.
De algumas de suas histórias ficou a lembrança de que ele adoraria ganhar um celular de presente, e o passatempo predileto de Ricardo era fazer ligações imaginárias para um número que só existia na cabeça dele. E ele conversava,conversava e ia levando um diálogo todo improvisado através de seu celular imaginário. Em nosso último dia naquela escola demos de presente um celular de brinquedo para Ricardo. Agora fico relembrando a primeira expressão de seu rostinho,atônito,como se não acreditasse no que estava nas suas mãos tão pequenas... Pegou o celular com muita força,talvez querendo saber se era real ou não,e de ímpeto começou a fazer ligações imaginárias,agora através de um aparelho mais físico,mais real... Ganhamos aquele dia!
Diversas vezes ele dramatizava andar numa moto,acelerava e saia correndo... os professores e alunos adoravam esssas peripecias de Ricardo,e riam,e ele também ria como se não entendesse nada.
Talvez Ricardo passe por inúmeras dificuldades diariamente,mas o que mais me chamou a atenção foi sua felicidade diária, sua capacidade de ser feliz fazendo os outros rirem de suas brincadeioras inocentes.
Que muitos Ricardos possam existir,ainda,dentro de cada um de nós...

amilton


PS.: Os nomes são fictícios,mas a história é real.

Fumo no Dente


No final de mais um dia de atendimento uma paciente me surpreendeu, e realmente tive a certeza de que quando achamos que vimos tudo,daí surge algo tão inusitado quanto colocar Perfume no Dente. Sim, eu não acreditaria, caso a senhora que me abordou nos corredores da Unidade de Saúde alegando dores fortíssimas, e querendo livrar-se do dente porque não suportava mais colocar "fumo",a folha do tabaco, dentro da cavidade dentária.
Perguntei,logo de início, se a ação do tabaco dentro da cavidade de cárie aliviava a dor, e ela respondeu que sim, que a dor "passava correndo". Bem,pensei, pode ser apenas um fator placebo, quem sabe.... Mas o fato é que a paciente afirmou categoricamente que todos os dias colocava várias porções de fumo na cavidade.
Incrível como as "lendas" que se seguem,os mitos que se propagam viram fatos reais no cotidiano de pessoas como essa senhora. Usar o analgésico ela nem cogitou, e olha que já teve uma paciente que até alegou colocar,pingar gotas de esmalte de unha dentro da cavidade, e questionada se tinha tomado algum analgésico,ela rapidamente respondeu que já tinha usado sim,mas que havia colocado o comprimido dentro da cavidade de cárie.
Depois da Gasolina ser usada para aliviar a dor de um paciente,eu pensava ter visto tudo,mas enganei-me mais uma vez...

amilton

Tão distante, Tão próximo



Durante todo o mês de Junho, o consultório odontológico público que trabalho na Estratégia de Saúde da Família passou por sérios problemas de manutenção, e foi,então, que aproveitei os dias que fiquei fora do consultório para me dedicar a uma das comunidades mais carentes dentro da minha área de abrangência da Equipe de Saúde Bucal que integro.
Separada por barreiras geográficas, com um acesso difícil e que foi extremamente dificultado pelas chuvas intensas que banharam essa região por longos dias seguidos. A única ponte de acesso à comunidade havia sido destruída, tivemos,então,que seguir por trilhas no meio de uma estrada com buracos e muita,muita lama... A menos de um ano atrás essa comunidade não sabia o que era ter luz elétrica, essa invenção secular ainda não havia chegado por lá.
A única escola da comunidade, com 78 alunos sempre nos recebeu com muita alegria, e durante cerca de 20 dias pude realizar junto à comunidade a concretização de um trabalho que começou com a realização de oficinas para capacitar os professores da escola para atuarem como multiplicadores do nosso programa de Saúde Bucal na escola; alunos e pais também foram engajados e capacitados. Por fim,relizamos a técnica de Tratamento Restaurador Atraumático (ART) na própria escola,utilizando o Ionômero de Vidro com sua comprovada eficácia.Também distribúimos escovas e creme dental para todos so alunos que se submeteram à técnica de ART,e a cada dia,antes de cada sessão,eles recebiam instrução de higiene bucal.
Muitos fatos me chamaram a atenção durante todo esse tempo. Da hospitalidae de pessoas tão carentes e que têm muito a oferecer ,até a total falta de descaso para famílias que vivem à margem da sociedade e tão próximas do progresso, da globalização,mas que parecem ter parado no tempo....
Durante a reunião com os pais dos alunos, ouvi de uma das mães o relato de que ninguém na casa dela possuía escova de dente:"Escova de dente na minha casa? È luxo...". Muito complicado, é preciso ter muita cautela para não parecer o "dono da verdade", ou o "cara que veio de fora e acha que tá certo, que pode impor". Saber ouví-los é essencial.Compartilhar o saber é crucial.
Algumas crianças me chamaram a atenção, mas especificamente uma,um garotinho de oito anos de idade,mas que aparenta ter cinco anos. Filho de pais separados, Renato vive com a mãe numa casa simples a alguns quilômetros da escola. A hora do recreio é a alegria de todos, e em especial de Renato, que repete a merenda diversas vezes,três,quatro vezes... Talvez a única refeição do dia.Renato já foi esquecido na escola por sua mãe várias vezes, então as professoras o levam pra casa delas. Incrível como elas se dedicam a eles como se fossem seus filhos. Cecília foi outra que chamou minha atenção. Cecília sofre de degeneração muscular, não faz tratamento e sua situação piora a cada dia. Mas sua mãe a leva a escola com frequência.
Renato e Cecília são apenas alguns exemplos,e suas hitórias não terminam aqui...


amilton


PS.: Os nomes são fictícios.

"...Agora vou assistir ao Ben 10"


Quando aquele garotinho de apenas cinco anos entrou no consultório odontológico, logo pensei que possivelmente teria problemas em realizar qualquer procedimento na boca dele. Mas enganei-me, pois o pequeno paciente se mostrou dono de uma paciência tremenda para me ouvir,e sem dizer uma só palavra foi logo abrindo a boca como se quisesse que tudo aquilo acabasse logo. Falei que não precisava abrir a boca naquele momento,depois sim... Foi aí que ele começou a falar... Perguntou se eu tinha alguma "agulha" ali, e se usaria nele, e rapidamente respondi que não usaria nenhuma agulha nele. Incrível a capacidade de argumentação dele ao falar que não queria sentar naquela cadeira, sua mãe que prometeu um presente pra ele se o comportamento dele fosse bom. Bem, até o momento, disse eu, seu comportamento está muito bom mesmo. Ele respondeu rapidamente: "Então acaba logo com isso..." . Fiquei sem ter o que dizer, e para cada pergunta minha ele tinha um argumento na ponta da língua. Suas palavras eram soltas pela metade, e ele falou de muita coisa... dos desenhos animados preferidos dele, do cachorro que tinha sido atropelado e morreu. O nome do cachorro era Toy, ele ganhou de presente da sua mãe, mas Toy cruzou com um carro em alta velocidade e foi embora dessa vida... Ele disse que um novo cachorro ainda vai substituir Toy.
O exame clínico foi concluído e agendado novo retorno, e ele saiu com cara de felicidade como se não acreditasse que era somente aquilo, que até esperava uma agulha enorme conforme falaram seus coleguinhas na escola... E saiu falando: " Acabou neh? agora vou assistir o Ben 10...". Confesso que não conhecia o personagem de desenho animado, uma criança com poderes alienígenas lutando para salvar o planeta de forças do mal...
Cinco anos podem representar muita coisa, ou nada, diante do mundo que se encontra aos nossos pés, de tanta informação boa e má, de tudo que pode nos guiar para tantos caminhos...
Aquele garotinho não chorou, não gritou, não reclamou, ele só contou sua história, um pedaço da sua vida deixado na cadeira odontológica...

amilton

Trate Bem Sua Faxineira

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Cuidado com o que a faxineira faz com sua escova de dentes!

O Poder do Beijo










Dos 12 pares de nervos cranianos que temos, cinco são estimulados quando beijamos, enviando mensagens dos lábios, da língua e do nariz ao cérebro, que processa todos os movimentos que acontecem. Trinta e quatro músculos funcionam ao mesmo tempo e há liberação de oxitocina, também conhecida como o" hormônio da união".
Alguns primatas alimentaram os filhos boca a boca, primeiro mastigando a comida e depois passando-a para o filhote, e essa pode ter sido a origem do beijo. O beijo sem transferência de comida é uma expressão quase universal de amor e afeição entre os seres humanos. Nossos "primos" chimpanzés também se beijam.
Somos a única espécie com lábios que se dobram para fora e com uma cor distinta que os diferencia do restante da pele.
Fomos projetados para beijar. Pelo menos 90% da população do mundo pertence a uma cultura na qual se trocam beijos. Sigmund Freud achava que a origem do beijo está no modo como os bebês se alimentam. Freud considerava o beijo como a busca do seio da mãe nos lábios dos outros.
Uma pesquisa realizada pela versão espanhola do Match.com, famoso site de encontros pela internet, revela que uma em cada quatro pessoas abandona o parceiro porque não ficou satisfeita com seu beijo. Dentro do grupo, 42% afirmaram que foi no beijo que perceberam que a química não dava certo. Outros 15% mencionaram que o parceiro parecia "lambê-los", um tipo de beijo aparentemente não muito popular.
Para reduzir o risco do uso inadequado dos lábios, há muitos livros que prometem transformar os leitores em beijoqueiros especializados. Em A História Íntima do Beijo (Matrix Editora), a jornalista Julie Enfield desvenda os mistérios dessa arte e investiga as origens e até a alquimia do beijo. Julie afirma que "tudo começa com um beijo. Nós nascemos a partir do primeiro beijo dos nossos pais, e a lembrança mais antiga que todo mundo guarda é dos beijos carinhosos da própria mãe.
O site www.valebeijo.com.br traz desde um "cardádio de beijos", passando por um "Regime de Beijos", com dicas para emagrecer beijando, até um fórum no qual os interessados podem dividir suas experiências e expectativas com relação aos beijos. Tem ainda o cine beijo, um link com fotos dos beijos que entraram na história do cinema mundial. Pelo site você também pode enviar um "e-beijo" para quem você gosta: basta digitar o e-mail do destinatário e escolher o tipo de beijo que quer mandar. Já o www.bestkisses.com é um blog que reune fotos de beijos mandadas pelos usuários do blog. Vale a pena conferir.



Fonte: Seleções Reader's Digest Junho 2009.