Café e Livros: O Ritual do Café Orfeu Orgânico no De Boca Aberta



Xícara de café com Drip Coffee Orfeu Orgânico ao lado de livro aberto sobre mesa de madeira rústica em ambiente aconchegante.

Existem rituais que não aceitam pressa. Para um cronista, sentar-se diante de uma página em branco, ou mergulhar nas páginas de um livro alheio, exige um preparo da alma. E, no meu caso, esse preparo tem um aroma muito específico: o café recém-passado.

Sempre acreditei que o café e o livro são companheiros de destino. Ambos exigem pausa, ambos despertam os sentidos e, se bem escolhidos, deixam um retrogosto de saudade quando terminam. Recentemente, mudei o tom do meu ritual no De Boca Aberta & Outras Histórias. Descobri que a qualidade do que bebemos influencia a clareza do que lemos.

Por que o Café Orfeu Orgânico mudou minha rotina de leitura?

Hoje, enquanto as histórias ganham vida, meu fiel escudeiro tem sido o Café Orfeu Orgânico. O que me cativou não foi apenas o sabor equilibrado e a consciência de ser um grão cultivado sem pressa, mas a praticidade que encontrei para os meus momentos de criação literária.

Para quem busca um café gourmet para ler, a pureza do grão faz toda a diferença. Ele traz uma nota de sofisticação que combina com o papel e com o tempo lento das boas memórias.

A praticidade do Drip Coffee para quem ama crônicas

Para quem, como eu, se perde no enredo e esquece do mundo, ter um café de altíssima qualidade filtrado diretamente na xícara, sem precisar sair do canto de leitura, é um luxo necessário. O sistema Drip Coffee da Orfeu é o "café de bolso" que entrega a alma de uma cafeteria premiada no silêncio do meu escritório.

Escritor Amilton Costa lendo livro no sofá com xícara de Café Orfeu Orgânico Drip Coffee.


Dica do Amilton: Para os amigos que sempre perguntam como mantenho o foco (e o paladar apurado), deixo aqui o caminho para o meu segredo orgânico. Costumo garantir a entrega de  meus sachês com a rapidez que minha ansiedade literária exige: Confira o Café Orfeu Orgânico  aqui.

Conclusão: A Próxima Página

Com a xícara fumegante ao lado, as palavras parecem pesar menos. No próximo encontro aqui no blog, quero lhes contar como esse mesmo café tem sido a trilha sonora para as minhas caixas da TAG Curadoria e Inéditos, mas isso é conversa para outra xícara.

E você? Qual o aroma que embala suas leituras? O café forte para despertar a trama ou um chá suave para ninar a poesia? Deixe seu comentário abaixo!

— Amilton A Costa




 

Infinitos Fins: Como os encerramentos da vida nos preparam para o novo


O peso de colocar um ponto final

Todos nós já passamos por momentos em que o "fim" parecia absoluto. Seja o encerramento de um ciclo profissional, o término de um relacionamento ou a despedida de quem amamos. Mas, e se o fim não for um muro, mas sim uma porta?

Com base em experiências reais e nas reflexões acumuladas ao longo de anos - muitas das quais você já acompanhou por aqui e em outros posts que alcançaram milhares de leitores - , trago para você meu novo livro, "Infinitos Fins".

Capa do livro Infinitos Fins, escrito por Amilton Costa


Saúde Mental e a Arte de Desapegar 

Aceitar que as coisas terminam é um dos maiores exercícios de saúde emocional. Muitas vezes, o sofrimento não vem do fim em si, mas da nossa resistência em deixar ir. Escrever Infinitos Fins foi, para mim, uma forma de organizar essas dores e transformá-las em aprendizado.

  • Resiliência: A capacidade de se refazer.

  • Reflexão: O silêncio necessário após a tempestade.

  • Recomeço: A coragem de escrever o próximo capítulo.

Por que ler Infinitos Fins? 

Este livro não é apenas uma coletânea de encerramentos; é um guia para quem busca sentido no caos das transições. Se você sente que está estagnado em um "fim" que não termina, estas páginas foram escritas para você.

"O fim é apenas o infinito se apresentando de uma forma que ainda não aprendemos a ler."


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Você já pode mergulhar nesta jornada de autoconhecimento e reflexão. O livro está disponível em formato digital e físico:

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De Boca Aberta está de volta! 15 anos depois, as histórias ganham nova vida

Relançamento do livro "De Boca Aberta: Crônicas de Vidas na Cadeira Odontológica" — Edição Revisada e Ampliada 2026


Capa do livro De Boca Aberta: Crônicas de Vidas na Cadeira Odontológica, edição revisada e ampliada 2026, de Amilton Costa

 

Há 15 anos, publiquei meu primeiro livro: De Boca Aberta.

Eram crônicas sobre os encontros que eu tinha na cadeira odontológica, histórias de pacientes que me ensinaram que ouvir é tão importante quanto tratar. O livro nasceu pequeno, artesanal, quase tímido — mas carregava o coração de cada pessoa que cruzou meu caminho no SUS.

Hoje, tenho a alegria de anunciar: De Boca Aberta voltou. Revisado, ampliado e mais vivo do que nunca.

O que mudou?

Esta segunda edição não é apenas uma reimpressão. É um reencontro.

Revisitei cada crônica da primeira edição com o olhar de quem amadureceu. Ajustei palavras, refinei histórias, corrigi o que o tempo me ensinou a ver melhor. E fui além: adicionei crônicas inéditas — histórias que estavam guardadas em cadernos, em memórias, em fragmentos do blog que nunca tinham ganhado forma de livro.

Agora são 67 crônicas organizadas em 5 eixos temáticos:

  1. O "Divã" e o Imaginário Popular — O consultório como confessionário e as crenças que as pessoas carregam
  2. Retratos da Infância e Juventude — A pureza, os medos e a vulnerabilidade dos jovens
  3. As Sombras da Alma — Histórias densas sobre dor, exclusão e saúde mental
  4. Sonhos Inusitados e Excentricidades — O lado hilário e bizarro do consultório
  5. Transformações e Recomeços — Superação, esperança e a força de um novo sorriso

Por que agora?

Porque as histórias continuam surgindo.

Porque há 15 anos percebi que meu trabalho não era só sobre dentes — era sobre gente. E porque, neste tempo todo escrevendo no blog De Boca Aberta e Outras Histórias, descobri que essas narrativas ainda fazem sentido. Mais do que isso: elas são necessárias.

Num mundo que corre e que esquece de parar para ouvir, este livro é um convite. Um convite para desacelerar, para enxergar além da superfície, para perceber que cada pessoa tem uma história — e que todas elas merecem ser contadas.

Onde encontrar

De Boca Aberta: Crônicas de Vidas na Cadeira Odontológica está disponível agora na Amazon, em versão e-book (R$ 9,99) e impressa.

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Um agradecimento

A todos que leram, compartilharam e me incentivaram ao longo desses 15 anos: muito obrigado. Vocês mantiveram essas histórias vivas. Vocês são parte delas.

Que este livro encontre novos leitores, novos corações, novas conversas. E que continue fazendo o que sempre fez: nos lembrar de que, por trás de cada boca aberta, há uma vida inteira esperando para ser ouvida.

Nos vemos nas páginas. 

Amilton Costa

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 Gestão do Tempo e Propósito de Vida: O que Você Faria se Tivesse Apenas 20 Dias?

A maioria de nós vive como se o tempo fosse um recurso infinito. Adiamos conversas, engatamos o piloto automático e deixamos para amanhã a busca pela nossa verdadeira felicidade. Mas, quando falamos sobre gestão do tempo e propósito de vida, a pergunta mais inquietante não é como produzir mais, mas sim: o que realmente importa?

Uma ampulheta antiga com poeira dourada ao lado de uma pequena planta brotando de um livro aberto, simbolizando a gestão do tempo e o propósito de vida sob a luz do sol.


No meu livro "20 Dias", exploro o limite dessa urgência. Quando o relógio começa uma contagem regressiva, as distrações desaparecem e as verdades essenciais emergem.

Como alinhar sua rotina com o seu propósito de vida

Muitas vezes, a falta de tempo é apenas uma falta de prioridade. Estamos ocupados demais atendendo expectativas alheias e esquecemos de nutrir o que nos faz sentir vivos. A verdadeira gestão do tempo não é sobre preencher agendas, mas sobre garantir que o seu tempo esteja a serviço do seu propósito de vida.

Se você pudesse olhar para os seus últimos 20 dias, quanto desse tempo foi dedicado ao que realmente traz paz ao seu coração?

Pequenas escolhas que mudam grandes destinos

Não precisamos de uma tragédia para começar a viver com intenção. O perdão que você retém, o sonho que você guarda na gaveta e o "eu te amo" que fica preso na garganta são as peças que compõem o mosaico da nossa existência. O livro "20 Dias" é um convite para essa pausa reflexiva: um chamado para despertar antes que o tempo se esgote.


 Dê o próximo passo na sua jornada Se este texto fez você refletir, a história completa de "20 Dias" pode transformar sua perspectiva sobre a vida.

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Máscaras Sociais: O Cansaço de Fingir e a Busca pela Autenticidade e Saúde Emocional

Por que a autenticidade é o caminho para uma vida mais leve?




Representação de máscaras sociais e a busca pela autenticidade e saúde emocional.


   Viver com autenticidade e saúde emocional tornou-se um desafio em um mundo que nos exige máscaras constantes. Muitas vezes, nos perdemos equilibrando papéis. Somos o profissional impecável, o amigo sempre disponível, o familiar que não falha. Sorrimos quando queremos chorar e dizemos "está tudo bem" enquanto o mundo desaba por dentro. Criamos máscaras tão bem feitas que, com o tempo, corremos o risco de não reconhecer o rosto que nos encara de volta no espelho.

Por que a autenticidade é o caminho para uma vida mais leve?

    No meu livro "20 Dias", essa é uma das dores mais latentes: o momento em que a máscara racha. Não porque somos fracos, mas porque a alma cansa de fingir. Cansa de carregar o peso das expectativas alheias e de tentar caber em molduras que nos apertam.

    A verdade é que a liberdade só começa quando temos a coragem de ser imperfeitos. Quando aceitamos que nossas cicatrizes e nossas dúvidas fazem parte da nossa beleza. A verdadeira conexão com as pessoas não acontece através da nossa perfeição, mas através da nossa vulnerabilidade. É quando deixamos a máscara cair que as mãos certas conseguem nos tocar o coração.

O papel da saúde emocional na jornada de recomeço

    Se hoje você sente o peso desse disfarce, talvez seja a hora de começar a sua própria jornada de 20 dias. Não para mudar quem você é, mas para retirar o que você não é. A vida é curta demais para sermos apenas um personagem na nossa própria história. Leia também: Quanto de você ainda cabe em 20 dias? Uma reflexão sobre o tempo e nossas escolhas.

    Tire a máscara. Respire fundo. O mundo pode até se surpreender com a sua verdade, mas a sua paz não terá preço.

    E você? Qual máscara tem sido mais pesada de carregar ultimamente?

Gostou desta reflexão?

Se essas palavras tocaram você, convido-o a mergulhar ainda mais fundo na jornada completa. O livro "20 Dias" está disponível na Amazon, e você pode ler uma amostra gratuita ou adquirir a obra completa clicando no link abaixo:

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Vamos espalhar essa luz juntos?


                                                    -Amilton Costa

 

A Arte de Recomeçar nos Infinitos Fins da Vida

Por que temos tanto medo de fechar capítulos, se é no ponto final que a nova frase ganha vida?



      Ninguém nos ensina a dizer adeus. Aprendemos a celebrar as chegadas, os primeiros passos, os começos entusiasmados. Mas a vida, na sua sabedoria silenciosa, é feita de términos constantes. Um ciclo que se fecha no trabalho, uma amizade que silencia, um amor que muda de forma ou aquela versão de nós mesmos que já não nos serve mais.

      No meu livro "Infinitos Fins", mergulhei nessa dualidade. Muitas vezes, o que chamamos de "fim" é apenas a vida nos obrigando a virar a página para que o novo tenha espaço para florescer. O problema é que ficamos tanto tempo olhando para a porta que se fechou, que não percebemos as janelas que se abriram logo ao lado.

      Viver esses "infinitos fins" não é sobre frieza, é sobre coragem. É aceitar que algumas coisas são eternas enquanto duram, e que a beleza está justamente nessa impermanência.

      Se você está atravessando um encerramento hoje — seja ele qual for — não encare como uma derrota. Encare como o rascunho de um novo começo. Afinal, para o sol nascer amanhã, ele precisa, inevitavelmente, se despedir do dia de hoje.

      E você, qual capítulo da sua vida você sente que está pronto para receber um ponto final e dar lugar a uma nova história?


                                                             -Amilton Costa

 


Quanto de Você Ainda Cabe em 20 Dias?

O tempo não é apenas o que passa no relógio, mas o que fazemos com as pausas que a vida nos impõe


Capa do artigo sobre o livro 20 Dias.



  

    Dizem que são necessários 21 dias para se criar um novo hábito. Mas eu descobri, entre silêncios e páginas em branco, que bastam 20 dias para uma vida inteira ser questionada, revirada e, finalmente, reconstruída.

    Muitas vezes, passamos anos no modo automático. Acordamos, cumprimos tarefas, sorrimos por educação e guardamos nossas angústias em gavetas que nunca abrimos. Até que o destino, ou a nossa própria alma, decide que é hora de parar. Foi dessa pausa forçada, desse mergulho profundo no espelho, que nasceu a essência do que compartilho com vocês.

    Em meu livro "20 Dias", a jornada não é sobre uma viagem geográfica, mas sobre uma expedição para dentro de si mesmo. É sobre o peso das verdades que omitimos e a leveza que sentimos quando finalmente decidimos ser honestos com quem somos.

    Quantas vezes você já sentiu que precisava apenas de um tempo para recalcular a rota?

    Nossas "Pílulas de Reflexão" (que preparei com tanto carinho para os apoiadores da página) são pequenos fragmentos dessa descoberta. Elas nos lembram que o tempo é um recurso finito, mas a nossa capacidade de recomeçar é infinita. Se hoje você sente que está apenas "passando pelos dias", talvez seja o momento de permitir que os dias passem por você, deixando marcas, lições e, acima de tudo, mudanças.

    Não espere uma crise para se reencontrar. Às vezes, 20 dias de atenção plena ao que o seu coração diz valem mais do que décadas de uma vida distraída.

    E você? Se tivesse 20 dias para mudar apenas uma coisa na sua história, por onde começaria?




-Amilton Costa

 

O Peso das Trilhas que Não Escolhemos

 Quantas trilhas podemos seguir sem nos distanciarmos de nós mesmos?



    Viver é, em grande medida, a arte de colecionar caminhos. Alguns nós escolhemos com a ponta dos dedos, cheios de certeza; outros, somos empurrados a trilhar pelo vento das circunstâncias. Mas, entre uma curva e outra, surge uma pergunta que ecoa no silêncio dos nossos devaneios: por onde andamos enquanto o mundo segue girando?

    Muitas vezes, passamos anos a fio em trilhas que não nos pertencem. Caminhamos por conveniência, por medo de decepcionar alguém ou simplesmente porque esquecemos de consultar o nosso próprio mapa interior. O perigo não é o cansaço da caminhada, mas o momento em que olhamos para os lados e não reconhecemos mais os nossos próprios passos.

    Em meu livro "De Boca Aberta", escrevi: “Quantas trilhas podemos seguir sem nos distanciarmos de nós?”. Essa não é apenas uma frase de efeito, é um convite ao inventário da alma.

    O grande impacto da vida não está na ausência de erros, mas na força que nos impulsiona a mudar de rota. Se hoje você sente que a trilha está pesada ou que a paisagem já não faz sentido, lembre-se: recomeçar exige honestidade. Exige a coragem de admitir que alguns labirintos foram vasculhados exaustivamente e que, talvez, seja a hora de buscar a saída.

    Não existem dias pequenos quando decidimos voltar para casa — e essa casa, quase sempre, somos nós mesmos. Que a cura para os seus "venenos diários" chegue sem culpa, permitindo que você desenhe uma rota onde a sua essência seja, finalmente, a bússola principal.

    Esta busca por não nos distanciarmos de nós mesmos é o coração de tudo o que escrevo. Trechos como este fazem parte das reflexões que amadureci ao longo dos anos e que hoje ganham vida nas páginas de 20 Dias. Se você sentiu que estas palavras tocaram em algum ponto da sua própria caminhada e deseja levar essas reflexões para a sua cabeceira, o livro está disponível para te acompanhar em cada novo recomeço.

    E você? Sente que está na trilha certa ou está em busca de um novo recomeço? Conte-me nos comentários.

-Amilton Costa

 

O Inventário das Gavetas




   Sempre houve um mundo acontecendo enquanto o consultório estava em silêncio. Por anos, guardei fragmentos de conversas, olhares de soslaio e a poesia escondida na rotina de quem passava pela minha cadeira. Eram histórias que não cabiam em fichas técnicas, mas que transbordavam para o papel nas horas vagas.

   Hoje, decidi que essas memórias não pertencem mais apenas ao fundo das gavetas. Este espaço renasce para ser o que sempre foi em essência: um abrigo para crônicas, romances e a sensibilidade do dia a dia.

   Sou Amilton Costa, e daqui para frente, convido vocês a serem meus companheiros nessa jornada literária. Vamos observar as rotinas, colecionar memórias e descobrir, juntos, o que há por trás das palavras.

Sejam bem-vindos de volta.

-Amilton Costa

Do Tempo de Ir e Voltar: Reflexões sobre Escolhas, Mudanças e Propósito

     


Nota do Autor (Fevereiro de 2026): Reli estas palavras escritas em 2015, quando a vida me levava por novos caminhos e cidades. O tempo passou, mas a essência de "ir e voltar" continua em cada página que escrevo. Hoje, essa jornada se transformou no livro "20 Dias", onde aprofundo essas reflexões sobre as escolhas que fazemos no caminho.
       Pessoal, depois de tanto tempo sem postar nada, não que ideias não existam, mas o tempo e as decisões deram outro rumo à minha vida. Neste tempo mudei de emprego algumas vezes e de cidade também. Histórias ainda existem e que nunca foram publicadas, nem por aqui e nem no livro De Boca Aberta. Quem sabe um dia eu as publique, por aqui ou por lá...

O desafio de conciliar a rotina com a paixão pela escrita

          Não tenho tempo certo nem hora para escrever, quando a ideia surge ou quando algo acontece ( como no caso das crônicas) detenho-me a passá-las pro papel. Assim foi desde 2007 quando dediquei parte de meu tempo por aqui, e de minha vida também. Foi um período muito bacana, conheci pessoas que ainda hoje me inspiram e mantemos diálogo. Interessante que mesmo neste tempo sem postar nada muita gente ainda visita o blog diariamente. Muito obrigado!

A semente de um novo romance e a ficção que nos cura

       Escrevi até um romance neste intervalo de tempo- ficção-mas uma história que também não teve hora pra começar nem terminar.
Sou assim mesmo, estou sempre indo e voltando.

                                                     Abraços

20 DIAS

Convido você a conhecer meu novo livro: 20 DIAS.
Leia a sinopse a seguir e acesse a página do livro no site da editora Clube de Autores.
Conheça a estória, envolva-se, emocione-se:





O que você faria se descobrisse que tem apenas 20 dias de vida? Que caminhos você seguiria? Esperaria pelo fim? Ou, simplesmente, o fim significaria um grande recomeço?
Marcos recebeu a notícia de que sua vida chegaria ao fim nos próximos 20 dias. Atormentado por fantasmas do passado, ele embarca numa viagem de descobertas, de reencontros e de esperanças.
A solidão, a culpa e o medo sempre foram aliados na vida de Marcos. O passado mal resolvido com sua família, a culpa pela morte da irmã, a fuga e o isolamento de anos o fizeram seguir um caminho diferente de tudo e todos.
O retorno à casa de seu pai, o reencontro com o lugar e as pessoas que fizeram seu passado, e a busca de novas possibilidades dão conformação a uma nova vida que surge para Marcos.
Da contemplação imaginária de seus sonhos, do real e imaginário, da natureza, da paisagem exuberante de Machu Picchu, surgem novas possibilidades e muitas descobertas.
Embarque com ele nessa viagem, neste reencontro, e sinta-se, também, impregnado pelo poder das descobertas, em que passado, presente e futuro parecem seguir lado a lado.
Siga cada capítulo, cada dia e nunca revele o final...


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Um dente, um celular, algumas dores: assim nasceu o amor!

        Era véspera do dia dos namorados. 11 de junho de 2012. Manhã de segunda-feira, sincronicidade maior não poderia existir se Heitor não tivesse entrado no consultório odontológico sentindo uma dor descomunal. Foi a dor de Heitor que revelou sua vida. 
         Ele tem 18 anos, e justamente neste dia resolveu revelar sua vida para um estranho, aquele estranho que estava disposto a amenizar parte de suas dores, pelo menos físicas.
        Ao sentar na cadeira odontológica começamos um diálogo para tentar amenizar parte da ansiedade revelada por um Heitor aparentemente triste, nervoso e indeciso. Foi aí que ele falou:
         - Estranho, muito estranhso essa dor, e justamente hoje, próximo do dia dos namorados. Amanhã quero estar bem, ao lado de meu amor.
        Este foi o momento que descobri sua história. Foi o Heitor revelado. O jovem de 18 anos que casou aos 17, e disse ter encontrado o amor da vida dele através do celular. E eu falei:
         -Celular? Como assim? (Não consegui conter a curisosidade e a cara de assustado).
            -Sim!! Conheci minha esposa através do celular. Fui ligar para meu pai, digitei os dois números finais errados, e uma voz linda atendeu do outro lado. Era ela! Era o amor da minha vida!
           Dois número trocados! 70 km de distância os separavam, e um mês depois eles se encontraram, para pouco tempo depois casarem.
         Fiquei pensando em tudo que ele me falou, e na infinidade de possibilidades que a vida nos oferece. E quantos caminhos podem ser cruzados, aproximados ou separados? Sincronicidade? Destino? Acaso? Não interessa, talvez as respostas não estejam aqui, agora  ou simplesmente não necessitamos de respostas, apenas precisamos viver, seguir o curso natural de nossas vidas, e serão nossas escolhas que moldarão nosso futuro, para o bem ou para o mal.
             Que muitos amores ainda possam ser encontrados, na troca de números, nos encontros que a vida permite.
              Heitor saiu feliz, sem dores, sem medo. Na sala de espera Leila esperava-o para mais uma vez acompanhá-lo, (re)encontrá-lo... 


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Sobre dentes, vida travestida e arco-íris


       Quando eu pensava que o ano acabaria melancólico, monótono, subitamente dois pacientes me deram de presente a história a seguir.
Nas primeiras horas de atendimento, véspera de fim de ano, eis que dois pacientes chegam ao consultório odontológico exalando um odor de álcool que impregnou o ambiente. O primeiro, um senhor de 65 anos, e o segundo 45 anos enfiados numa calça colada ao corpo e cabelos longos. Dispararam histórias como metralhadoras em campo de guerra. Primeiro fizeram questão de ressaltar que fossem chamados, ou melhor, chamadas, pelos nomes de Condoliza Blight (certamente alusão à Condoleezza Rice) e Emanuelle Ponto Com (isso mesmo, como um sítio na web), e não esconderam o desejo de ser feminino ao extremo. Riam a todo instante, insistiam em abraçar-me constantemente. Tornaram-se o centro das atenções como celebridades seguidas por paparazzi, porém sem flashes nem autógrafos.
O mais velho falava a todo instante: -Vida boa é a sua - e dava grandes risadas seguidas pela mesma história: a ausência de todos os dentes o estava incomodando fortemente. O que o fez sentir a falta dos dentes, segundo ele, foi terem dito que suas pernas eram lindas, porém sua boca era feia. Isso o deixou literalmente desapontado, queria desesperadamente os dentes de volta. Vestia uma saia vermelha curtíssima  para exaltar mais as pernas do que a boca desdentada.
Os dois desejaram paz, amor e um feliz ano novo para todos os presentes, resumiram em poucas palavras o que tudo significava para eles: -"Vocês podem rir, isso não faz mal, mesmo sem os meus dentes eu ainda consigo sorrir, mesmo tendo dívidas e mais dívidas eu ainda consigo sorrir, sofrendo preconceitos, humilhações, sendo ridicularizada por mentes vazias, eu ainda consigo sorrir, mesmo sabendo que vida boa é a sua...”, -falou Condoliza.
Talvez não, Condoliza Blight, talvez vida boa seja a sua, que supera diariamente preconceitos, dificuldades físicas e emocionais e as transforma em comédia, faz as pessoas rirem por puro prazer de ver um sorriso estampado em bocas que refletem aquilo que você gostaria para você. Imagens claras de um mundo que não é seu, porque o seu mundo é mais colorido, um arco-íris ilumina seu rosto.
Os dois foram orientados a retornar em outro momento para que uma prótese fosse confeccionada para Condoliza, ele insistia em ser chamado assim, e saíram de mãos dadas rindo da vida...


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Nuvens, algodão e dentes



 Cecília chegou ao consultório odontológico extremamente nervosa, falava sem parar e repetia insistentemente:
-“Distraia” meus dentes!!
E eu ali, parado, ouvindo aquela jovem de 25 anos soltar palavras como uma metralhadora prestes a dar o último tiro. E o último tiro de Cecília veio quando subitamente ela retirou a mão da boca e gritou:
- Olha ai doutor, meus dentes são feios!!
Da boca aberta de Cecília eu enxerguei uma nuvem branca pairando sobre seus dentes. Estava tudo tão embaçado para minha primeira impressão que não cheguei a acreditar no que vira: muito algodão sobre os dentes da jovem. Indagada sobre a causa de tal ato, ela falou mais calma:
-Sempre quis meus dentes brancos como as nuvens, e como nunca consegui resolvi ficar colando algodão nos dentes, mas agora quero mesmo é “distrair” tudo.
Na linguagem de Cecília “distrair” é entendido como retirar todos os dentes, um passatempo nada agradável. Depois de conversar com a jovem, ela decidiu iniciar tratamento para que possamos tentar, pelo menos, ao restaurar seus dentes deixá-los com aspecto que a faça aceitá-los, talvez não tão brancos como as nuvens do mundo imaginado.
Ao vê-la ali, na minha frente, decretando a morte de seus dentes, e tratando-os como seres malévolos que precisariam ser extirpados, eu vi quanto o mundo de Cecília era marcado por medos, dúvidas e solidão devido a reclusão social causada pelo sorriso que não a agradava. Ao retirar todos aqueles algodões da boca da jovem eu passei a me sentir com uma missão, e do medo de Cecília fui invadido pela dúvida se a estaria agradando realmente. Mas, pelo menos ali, naquele momento, passamos a nos entender, e talvez Cecília se viu diante da possibilidade de continuar sorrindo e vivendo sem precisar passar pela tortura de perder os dentes, ou da clausura retida com algodão.
Cecília saiu e fiquei a pensar o que mais ainda pode aparecer na minha frente...

Conheça outras histórias e muitos outros personagens que já cruzaram minha vida nas páginas do livro De Boca Aberta:

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Fonte da imagem:belasmensagens.zip.net 

Dos olhos de Camila

    Camila tem 4 anos de idade,e chegou ao consultório odontológico carregada pela mãe. Os olhos verdes de Camila passaram uma sensação de paz e dúvida diante do olhar assustado da garotinha.
    Mas logo toda a tranquilidade fora substituída por gritos e mais gritos de uma Camila desesperada para fugir daquele ambiente. E a mãe da garota foi enfática ao falar:
    - Não faça isso, seu pai não vai gostar!
    E eu já imaginando que seria bem melhor o pai da garota entrar no consultório para tentar acalmá-la, e falei:
    - Ele pode entrar, não vejo problema!
    Foi então que a senhora completou:
    -Ele faleceu faz uns 4 meses doutor!
    E eu ali, estático, sem saber o que dizer. Um silêncio descomunal tomou conta do lugar, e os gritos de Camila cessaram.
    -Bem, fisicamente ele não está, mas com certeza espiritualmente sim-tentei consertar.
    E aquela senhora falou coisas simples, mas de uma grandeza enorme que me fizeram entender realmente que são os momentos simples da vida que nos fazem ser muito mais do que imaginamos. E ela passou a contar em poucos minutos o destino de Camila e a perda do pai precocemente vítima de um disparo acidental de uma arma.
    Foi assim que ela relatou: encontrou o marido caído no chão depois de horas procurando-o, ela afirma que foi tudo acidental, a arma disparou sem sombra de dúvida por um erro do destino. Certamente nem ela nem ninguém pode dar as respostas, pelo menos agora não...
    E Camila ouvia tudo aquilo com seus olhos verdes e ouvidos atentos. E os gritos acabaram, e da bolsa que carregava ela retirou a foto do marido e entregou-a para a filha segurar enquanto era atendida. Lágrimas escorriam de seus olhos...
    São histórias como esta, simples, mas que carregam a marca e a força do ser humano que farão falta na minha vida. Mudanças tendem a ocorrer num futuro bem próximo, e talvez as histórias contadas aqui terão uma lacuna bem maior, como já tiveram há algum tempo quando tive que parar para me dedicar ao mestrado.Mas tudo é incerto ainda, e como os olhos verdes de Camila continuarei a olhar sempre cada vida como sendo protagonista de histórias espetaculares, simples, mas extraordinárias.
    Muitas histórias como esta estão eternizadas no livro De Boca Aberta.
    Conheça o livro:

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FONTE DA IMAGEM:

A MENINA DOS TEUS OLHOS VERDES
silvanaduboc.blogspot.com


                                  
                                        

Crônicas de vidas na cadeira odontológica

    Depois de alguns anos escrevendo por aqui, retratando histórias e compartilhando vidas que se delinearam através das idas ao consultório odontológico. Chegou o momento de trilhar novos caminhos...
    As "Crônicas de vidas na cadeira odontológica" representam o melhor já publicado por aqui e algumas novidades, novos personagens, muitos destinos, várias possibilidades.
   Espero que as histórias contadas aqui, surgidas a partir deles-os pacientes-porque sem eles não existiria este blog, não se concretizaria o livro-possam fazer com que a Odontologia seja vista cada vez mais como parte de um todo, de um coletivo, e que possamos cada vez mais sair do consultório e chegar até milhões de desassistidos.
           Bocas, dentes e gengivas são reflexos das condições sociais, e o papel assumido pela Saúde Bucal Coletiva deve ser expandido, vivenciado, experimentado a cada momento, a cada palavra, a cada gesto...
     Estejamos sempre dispostos a ouvir, fiquemos sempre "De Boca Aberta" para o mundo...
     Entre no site do Clube de Autores, adquira o livro na versão impressa ou pdf! Deixe comentários por lá, divulgue a ideia.

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De Boca Aberta: O Livro

      Muitas coisas aconteceram nos últimos tempos, e não ocultarei que por várias vezes pensei que o título da atual postagem seria: O ÚLTIMO POST... E por fim, o fim do blog!
         Certamente as histórias não acabaram, muitas vidas ainda cruzam minha vida, e muitas são escancaradas ainda na cadeira odontológica. Mas o tempo muitas vezes não está ao lado das histórias, porém elas ficam todas bem guardadas, acalentadas pela mente, tratadas como amigos, como afetos a serem disponibilizados para quem curte o que escrevo.
        Nos últimos tempos nunca deixei de pensar em todas estas histórias e na possibilidade de voltar a retratá-las. Mas não deixei de escrevê-las...
       O fato é que muitas das histórias contadas aqui estarão escancaradas nas páginas de um livro: o De Boca Aberta virará livro! 
                   Vou deixar o restante para depois... Para muito breve!
       Espero que o livro seja bem vindo tanto quanto o são todos os protagonistas das minhas histórias.

Sem roupa e sem dente

  Muitas histórias ainda podem surgir de situações inesperadas e advindas de estranhos, de inimagináveis e improváveis pacientes que na primeira impressão me parecem tão normais quanto desejo que os sejam. Mas nem tudo é exatamente como desejamos...
   Quando uma senhora de aproximadamente 50 anos terminou de ser atendida, a sua saída da cadeira odontológica era aguardada sob a mais tranquila e"normal"ação permeada pelo sobe e desce da cadeira. A espera do próximo paciente foi,então, quebrada por um questionamento um tanto inusitado da paciente que soltou:
   -Sei que o senhor é dentista! 
   E eu pensando com cara de assustado: -E ela achou que tinha ido aonde? Ao proctologista??
  -Pelo fato do senhor ser dentista nada impede que eu possa mostrar uma mancha na minha perna, nao é mesmo?-Completou ela.
  -Mancha na sua perna? Perguntei, porém antes mesmo que eu desse o último suspiro e fechasse meus lábios aquela senhora levantou completamente a saia e deixou à mostra todo o seu corpo, e tudo para que eu pudesse dar o diagnóstico de uma "mancha".
   -A senhora pode baixar a roupa, já vi a mancha. É necessário que a senhora visite o médico porque nada posso fazer pela mancha na sua perna.
    -Já mostrei "ela"( a mancha)a muitos médicos e nada fizeram, então o senhor também olha boca e talvez entenda de perna também...
    Eu não fui entrar no mérito de discutir a questão relacional (se é que existe) entre a mancha na perna e a boca dela, mas insisti na consulta com o médico.
   Mesmo ela se mostrando reticente acredito que ajudei,pelo menos, aliviando a necessidade que a paciente tinha de mostrar a mancha da perna a um dentista.
   E ela saiu acreditando, ainda, que o dentista poderia ter resolvido o problema da mancha na perna...

SOBRE DENTES, DORES E PERDÃ0

Como tantos pacientes, Lurdes refletiu nas palavras soltas durante os primeiros minutos de atendimento o que seu rosto estampava: tristeza, medo, ansiedade... E a história dela passou a ser relatada como um desabafo, como uma válvula de escape para tantos sentimentos incontidos e incompreendidos.
Da apreensão para tratar o dente “carreado” ( ao referir-se ao dente cariado da forma mais inusitada possível), Lurdes pediu permissão para sentenciar a morte de tudo que a incomodava, de tudo que a atormentava. Não pareceu simples de imediato, mas talvez fácil para quem estivesse disposto a ouvi-la.
O que mais a perturbava, não era o dente “carreado”, era o abandono, a solidão, o desprezo e a violência que sofria do único homem que ela amou, e que agora a trocou por outra mais jovem, largando-a com quatro filhos para criar. Este mesmo homem que ela diz amar loucamente, que diz perdoar incondicionalmente, este mesmo homem a espancou diversas vezes na frente dos filhos, humilhou-a em público, a fez perder um filho ao chutar sua barriga de sete meses.
Eu ouvi tudo, e mesmo depois de seguidas frases e choros Lurdes não dava espaço para que eu me manifestasse. Mas como eu reagiria? A própria iniciou seu relato dizendo que amava este homem, que o perdoava, e o queria de volta mesmo depois de todo o mal que ele lhe proporcionou.
A vida e o destino de Lurdes, de 38 anos, não está nas minhas mãos. Definitivamente ela já tem uma opinião formada. Nem todo o sofrimento a fez mudar, amadurecer. Daí me questiono sobre a normalidade do que passa  a ser para uns e outros, da dor e do perdão que significam para uns e outros não. Para alguns, talvez seja cômodo manter uma dor, sim porque ela sofre duas vezes, com o marido que na presença a espanca e na ausência a faz sofrer querendo a sua volta. Complicado relacionar uma solução...
Lurdes saiu do consultório disposta a procurar o marido e a tê-lo de volta nos braços, mesmo sabendo que possíveis dores físicas e emocionais a aguardavam...