A Arte de Recomeçar nos Infinitos Fins da Vida
Por que temos tanto medo de fechar capítulos, se é no ponto final que a nova frase ganha vida?
Ninguém nos ensina a dizer adeus. Aprendemos a celebrar as chegadas, os primeiros passos, os começos entusiasmados. Mas a vida, na sua sabedoria silenciosa, é feita de términos constantes. Um ciclo que se fecha no trabalho, uma amizade que silencia, um amor que muda de forma ou aquela versão de nós mesmos que já não nos serve mais.
No meu livro "Infinitos Fins", mergulhei nessa dualidade. Muitas vezes, o que chamamos de "fim" é apenas a vida nos obrigando a virar a página para que o novo tenha espaço para florescer. O problema é que ficamos tanto tempo olhando para a porta que se fechou, que não percebemos as janelas que se abriram logo ao lado.
Viver esses "infinitos fins" não é sobre frieza, é sobre coragem. É aceitar que algumas coisas são eternas enquanto duram, e que a beleza está justamente nessa impermanência.
Se você está atravessando um encerramento hoje — seja ele qual for — não encare como uma derrota. Encare como o rascunho de um novo começo. Afinal, para o sol nascer amanhã, ele precisa, inevitavelmente, se despedir do dia de hoje.
E você, qual capítulo da sua vida você sente que está pronto para receber um ponto final e dar lugar a uma nova história?
-Amilton Costa



