O Peso das Trilhas que Não Escolhemos
Quantas trilhas podemos seguir sem nos distanciarmos de nós mesmos?
Viver é, em grande medida, a arte de colecionar caminhos. Alguns nós escolhemos com a ponta dos dedos, cheios de certeza; outros, somos empurrados a trilhar pelo vento das circunstâncias. Mas, entre uma curva e outra, surge uma pergunta que ecoa no silêncio dos nossos devaneios: por onde andamos enquanto o mundo segue girando?
Muitas vezes, passamos anos a fio em trilhas que não nos pertencem. Caminhamos por conveniência, por medo de decepcionar alguém ou simplesmente porque esquecemos de consultar o nosso próprio mapa interior. O perigo não é o cansaço da caminhada, mas o momento em que olhamos para os lados e não reconhecemos mais os nossos próprios passos.
Em meu livro "De Boca Aberta", escrevi: “Quantas trilhas podemos seguir sem nos distanciarmos de nós?”. Essa não é apenas uma frase de efeito, é um convite ao inventário da alma.
O grande impacto da vida não está na ausência de erros, mas na força que nos impulsiona a mudar de rota. Se hoje você sente que a trilha está pesada ou que a paisagem já não faz sentido, lembre-se: recomeçar exige honestidade. Exige a coragem de admitir que alguns labirintos foram vasculhados exaustivamente e que, talvez, seja a hora de buscar a saída.
Não existem dias pequenos quando decidimos voltar para casa — e essa casa, quase sempre, somos nós mesmos. Que a cura para os seus "venenos diários" chegue sem culpa, permitindo que você desenhe uma rota onde a sua essência seja, finalmente, a bússola principal.
Esta busca por não nos distanciarmos de nós mesmos é o coração de tudo o que escrevo. Trechos como este fazem parte das reflexões que amadureci ao longo dos anos e que hoje ganham vida nas páginas de 20 Dias. Se você sentiu que estas palavras tocaram em algum ponto da sua própria caminhada e deseja levar essas reflexões para a sua cabeceira, o livro está disponível para te acompanhar em cada novo recomeço.
E você? Sente que está na trilha certa ou está em busca de um novo recomeço? Conte-me nos comentários.
-Amilton Costa

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